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A mamografia é o principal exame para a detecção precoce de alterações na mama. Pesquisas feitas na década de 80 mostraram redução na mortalidade do câncer de mama em mulheres entre 40 e 75 anos de idade. Quanto mais cedo o câncer de mama for descoberto maiores são as chances de cura, além de tratamentos menos agressivos.

Existe alguma controvérsia sobre qual a idade para início do rastreamento mamográfico. A imensa maioria dos países defende a realização periódica do exame entre 50 e 69 anos. Após os 70 anos, esta indicação deve ser individualizada de acordo com a saúde e a expectativa de vida.

A grande discussão surge nos exames entre mulheres de 40 a 49 anos. Nesta idade, o risco de câncer é mais baixo e o número de exames para detectar um câncer é bem maior. Isto gera dúvidas sobre a eficiência dos gastos em sistemas de saúde. Além disso, existe o risco de “alarmes falsos” ou o diagnóstico de tumores indolentes que não causariam maiores problemas ao longo da vida (overdiagnosis ou diagnóstico exagerado).

Apesar de toda esta polêmica, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que a mamografia seja feita anualmente por todas as mulheres sem fatores de risco para câncer de mama e sem sintomas a partir dos 40 anos de idade e até enquanto houver ao menos cinco anos de expectativa de vida.

Os principais achados da mamografia são microcalcificações (ou calcificações), nódulos, assimetrias ou distorções arquiteturais. Vale ressaltar que a maioria dos achados é benigna e não aumenta o risco do câncer de mama.

O sistema BI-RADS™ foi criado para padronizar os laudos de mamografia, dividindo as alterações do exame de acordo com o risco de câncer de mama. As categorias são:

BI-RADS™ 1: exame normal.

BI-RADS™ 2: alterações benignas (risco de câncer = 0%).

BI-RADS™ 3: alterações provavelmente benignas (risco de câncer < 2%).

BI-RADS™ 4: alterações suspeitas (risco de câncer 3% a 80% – média = 30%).

BI-RADS™ 5: alterações altamente suspeitas (risco de câncer > 85%).

As pacientes com exames na categoria BI-RADS™ 1 e BI-RADS™ 2 devem seguir o intervalo habitual para a realização da nova mamografia. Já aquelas na categoria BI-RADS™ 3 devem repetir o exame em 6 meses. Os casos com resultado BI-RADS™ 4 ou BI-RADS™ 5 devem ser submetidos à biópsia.

O exame considerado como BI-RADS™ 0 é inconclusivo, pois precisa de novas imagens (ou outros exames) para poder avaliar melhor a lesão encontrada. A categoria BI-RADS™ 6 serve apenas para casos já com diagnóstico de câncer, que fazem novos exames para avaliar a extensão da doença.

As principais alterações vistas na mamografia e as respectivas classificações BI-RADS™ podem ser vistos nas figuras abaixo:

Em resumo, a mamografia apresenta inúmeros achados, porém a maioria deles é benigno. Mesmo nos casos suspeitos, a biópsia é necessária para a confirmação do diagnóstico.

Autores:

Portal Câncer de Mama Brasil

Portal Câncer de Mama Brasil

Dr. Eduardo Millen • Rio de Janeiro/RJ – CRM-RJ: 5263960-5
Dr. Felipe Zerwes • Porto Alegre/RS – CRM-RS: 19.262
Dr. Francisco Pimentel Cavalcante • Fortaleza/CE – CRM-CE: 7.765
Dr. Guilherme Novita • São Paulo/SP – CRM-SP: 97.408
Dr. Hélio Rubens de Oliveira Filho • Curitiba/PR – CRM-PR: 20.748
Dr. João Henrique Penna Reis • Belo Horizonte/MG – CRM-MG: 24.791

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