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Mastite lactacional é uma “inflamação” que ocorre na mama durante a amamentação e que pode evoluir para uma infecção do tecido mamário, se não tratado. Ocorre mais frequentemente entre a segunda e a quinta semana após o parto. Um trauma ou um atrito com o mamilo, além de higiene inadequada, podem influenciar a introdução de bactérias através dos ductos.

A retenção prolongada (estase) de leite também contribui para o processo. Mamilos planos (sem projeção) são considerados fator de risco. Clinicamente, os sintomas se apresentam como edema, eritema (vermelhidão) e aumento da temperatura da mama. Sinais sistêmicos como febre, falta de apetite e náuseas/vômitos também podem ocorrer. A mastite pode, em última análise, levar a um abcesso da mama, se não tratado adequadamente.

Como é o tratamento?

Alguns cuidados podem melhorar o desconforto provocado pela mastite lactacional:

  • Continuar amamentando para manter as mamas “vazias” de leite;
  • Melhorar o posicionamento do bebê na mama;
  • Usar compressas frias ou blocos de gelo para reduzir a dor e inchaço devem ser usados com cautela: podem oferecer risco, pelo sofrimento da vascularização da pele (sensibilidade alterada) e posterior necrose em casos mais raros;
  • Usar sutiã ou faixas para sustentação;
  • Fazer uma avaliação médica para decidir por uma terapia antibiótica, caso necessário, além de analgésicos e antitérmicos, já que também podem haver necessidade de drenagem de abscesso.

Na fase de pré-natal, é recomendado que a mulher faça a prevenção da mastite pós-parto com medidas de higiene e exercícios com os mamilos para aumentar a elasticidade e diminuir a chance de aparecer fístulas (drenagens na pele).

Autores:

 

Portal Câncer de Mama Brasil

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