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O que é o TRASTUZUMABE?
O trastuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que atinge seletivamente o domínio extracelular da proteína HER-2. O proto-oncogene cerbB2 codifica esta proteína que é receptor de fator de crescimento transmembrana e que quando ativada desencadeia a ativação de fatores relacionados com o crescimento tumoral.
O trastuzumabe se liga aos receptores HER-2 que se encontram presentes de maneira aumentada na superfície de tumores de mama HER2-positivos. Como consequência, existe um bloqueio ao estímulo do crescimento tumoral. O trastuzumabe tem benefícios clínicos importantes e está associado com melhora em todos os desfechos avaliados em pesquisas clínicas, como aumento de taxas de resposta tumoral e sobrevida global. Além disso, por ser uma terapia-alvo, o trastuzumabe tem um perfil de segurança e efeitos adversos favorável.

Quais os nomes comerciais e formas de aplicação do TRASTUZUMABE?
O nome comercial do trastuzumabe original é Herceptin®. Existem medicamentos biossimilares do trastuzumabe aprovados no brasil cujos nomes comerciais são Zedora®, Trazimera® e Kanjinti®.
O trastuzumabe pode ser aplicado por via endovenosa ou subcutânea.

Quais são as indicações do TRASTUZUMABE?
O trastuzumabe é indicado para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo e faz parte do tratamento padrão destes tipos de tumor em todos os estágios da doença (neoadjuvante, adjuvante ou paliativo). O trastuzumabe também é utilizado no tratamento do câncer de estômago HER2-positivo.

Quais os principais efeitos colaterais do TRASTUZUMABE?
O trastuzumabe é uma medicação bem tolerada e que apresenta baixas taxas de eventos adversos. O principal efeito adverso é a cardiotoxicidade (disfunção da contratilidade cardíaca) que acontece em uma minoria das pacientes e para a qual existem protocolos de avaliação que devem ser seguidos para todas as pacientes. Além disso, podem ocorrer eventos adversos mais raros como fadiga, pneumonite e alteração das enzimas hepáticas.

CONCLUSÃO: O trastuzumabe é um anticorpo monoclonal que revolucionou a oncologia mamária e trouxe benefícios importantes para as pacientes com câncer de mama HER2-positivo, com aumento de taxas de resposta patológica completa na neoadjuvância, aumento da chance de cura em tratamentos (neo)adjuvantes e com benefício em prolongamento de sobrevida em pacientes com doença avançada. Por ser uma terapia alvo anti-HER2 apresenta perfil de segurança favorável.


Autor:

Dr. Tomás ReinertCRM RS 32101
Oncologista clinico da PUCRS e Oncoclinicas Porto Alegre, Doutor em Ciencias Medicas pela UFRGS

Instagram: @tomasreinert

Portal Câncer de Mama Brasil

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