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    O San Antonio Breast Cancer Symposium apresentou resultados inéditos que podem transformar o tratamento do câncer de mama inicial receptor hormonal positivo (HR-positivo)/HER2-negativo. O estudo lidERA avaliou o SERD oral giredestrant como terapia endócrina adjuvante e demonstrou uma redução significativa no risco de recorrência da doença quando comparado aos tratamentos hormonais padrão, como tamoxifeno e inibidores de aromatase. Caso esses achados sejam confirmados em seguimentos mais longos, o giredestrant poderá representar a primeira grande evolução no campo da terapia endócrina adjuvante em mais de duas décadas.

    O lidERA BC é um estudo global de fase III que incluiu mais de quatro mil pacientes com câncer de mama inicial HR-positivo/HER2-negativo, já submetidas à cirurgia e, quando indicado, quimioterapia. As participantes foram randomizadas para receber giredestrant ou terapia hormonal padrão, com duração prevista de até cinco anos de tratamento. O objetivo principal foi avaliar a sobrevida livre de doença invasiva (IDFS), medida considerada o principal marcador de risco de recaída nesse cenário.

    Os resultados apresentados no SABCS mostraram que o giredestrant atingiu o endpoint primário, reduzindo o risco de recorrência invasiva em aproximadamente 30% quando comparado ao padrão atual. A taxa de sobrevida livre de doença em três anos também foi superior no grupo experimental, e houve uma tendência favorável em relação à recorrência à distância. Em termos de segurança e tolerabilidade, o giredestrant apresentou perfil manejável, com menor taxa de descontinuação e efeitos adversos compatíveis com o uso prolongado em ambiente adjuvante.

    Em conclusão, o estudo lidERA BC demonstra que o giredestrant possui potencial real para mudar a prática clínica no câncer de mama inicial HR-positivo/HER2-negativo, ao oferecer maior proteção contra recorrência com segurança aceitável. Embora dados de sobrevida global ainda sejam imaturos, os resultados fortalecem a perspectiva de que a terapia endócrina adjuvante pode estar entrando em uma nova era com o uso de SERDs orais. Se confirmado em seguimentos mais longos, esse avanço poderá beneficiar milhões de mulheres tratadas todos os anos em todo o mundo.

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    Câncer de Mama Brasil
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