Tintura de cabelo e alisamento de cabelo podem associar-se a câncer de mama

Dados publicados recentemente no periódico International Journal of Cancer, por pesquisadores da Universidade Chapel Hill na Carolina do Norte e do “National Institute of Environmental Health Sciences” demonstraram aumento do risco de câncer de mama em mulheres que utilizam pintura “permanente” do cabelo.

Tintura de cabelo e Alisamento de cabelo podem associar-se a câncer de mama

De acordo com os autores, nos Estados Unidos, um terço das mulheres com mais de 18 anos utilizam corantes ou tinturas em seus cabelos. Estas tinturas podem conter cerca de até 5.000 produtos químicos, incluindo as aminas aromáticas que podem aumentar o risco de câncer de mama.

O Estudo avaliou uma população (coorte) de 46.709 mulheres participantes saudáveis, sem história de câncer de mama, que foram acompanhadas por cerca de 8 anos. Durante este período, observou-se 2.794 casos de câncer de mama nesta população. Os autores observaram discreta associação (9% de aumento do risco relativo) do uso de tinturas com aumento do risco relativo de câncer de mama na população estudada.

Ainda de acordo com os autores, houve 45% aumento do risco relativo de câncer de mama em mulheres negras, que utilizaram tinturas permanentes frequentemente (1x ao mês ou a cada 5-8 semanas), incluindo tinturas escuras e claras. A associação de risco em mulheres brancas foi menor (12%) e apenas com tinturas claras, não havendo associação com tinturas escuras.

O Estudo avaliou ainda o risco das chamadas tinturas não permanentes, onde não observou-se associação de seu uso com câncer de mama. Observou-se ainda aumento discreto do risco de câncer de mama, também com os produtos de alisamento do cabelo, já comprovados anteriormente.

Apesar dos dados, recomendamos cautela na interpretação dos dados descritos no estudo. Outros estudos realizados não conseguiram comprovar esta associação.

Ao “dissecarmos o estudo”, observamos que 60% das mulheres desta coorte, apresentavam-se com sobrepeso ou obesidade e 70% estavam na pós menopausa, reconhecidamente fatores de risco para câncer de mama.

Ainda vale ressaltar que aumento do risco relativo é uma medida estatística que tem pouco impacto no risco real.

De toda forma, vale o alerta para as mulheres, para que utilizem preferencialmente produtos mais naturais, que possam conter menor quantidade de substâncias tóxicas, além do fato de manter rotina de dieta saudável, atividade física e redução da ingesta de álcool.

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