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Como funciona a biópsia de mama assistida a vácuo (mamotomia)?

Sempre que uma alteração em um exame de imagem de mama apresentar uma probabilidade superior a 2% de estar relacionada a um câncer, está indicada a avaliação histológica desta lesão. A biópsia assistida a vácuo, popularizada no Brasil pelo nome de mamotomia, é um excelente método para obter amostra tecidual de lesões mamárias.

A mamotomia é um tipo de biópsia de mama que pode ser guiada através de ultrassonografia, estereotaxia (procedimento realizado através do aparelho de mamografia) e até mesmo por ressonância magnética mamária.

Quais são as principais indicações da mamotomia?

Quando houver indicação de avaliação histológica de qualquer lesão mamária identificada nos métodos de imagem da mama (mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética). Em nosso meio, realizamos a mamotomia principalmente nas alterações identificadas à mamografia (microcalcificações agrupadas, assimetrias, distorções arquiteturais). Este tipo de biópsia possui um papel importante na suspeita de lesões papilares da mama por apresentar uma acurácia superior no diagnóstico destas alterações em comparação com a biópsia por fragmento convencional.

Como é realizada este tipo de biópsia?

Quando a mamotomia é realizada por estereotaxia, a paciente é posicionada deitada ou sentada dependendo do tipo de aparelho de biópsia guiada por mamografia. A mama é colocada no mamógrafo na posição onde a lesão é melhor identificada e de mais fácil acesso. Através do aparelho de mamografia se faz a exata localização da lesão (sistema de coordenadas que ajusta o aparelho para a entrada da agulha no alvo correto). O procedimento é realizado sob anestesia local e a retirada do material (biópsia) é realizada através de um sistema a vácuo que permite a extração de fragmentos teciduais em maior quantidade e qualidade para a análise anatomopatológica (maior acurácia no diagnóstico da lesão). Dependendo do tipo de lesão que foi biopsiada, pode-se colocar um clipe metálico após o procedimento (a função do clipe é demarcar o local onde foi realizado o procedimento). O clipe servirá para acompanhamento nos exames subsequentes ou para localização pré-cirúrgica das lesões que necessitem ser retiradas. A mamotomia também pode ser guiada sob orientação ecográfica ou através da ressonância magnética com princípios técnicos semelhantes.

Quais os cuidados após a realização da mamotomia? Existem algumas complicações?

Os procedimentos diagnósticos em mama são extremamente seguros. Após o procedimento, se faz um curativo e utiliza-se gelo. Orienta-se repouso no dia da biópsia e manter o curativo fechado por 12 horas. Utiliza-se analgésicos para dor se necessário. A complicação mais comum é o hematoma, em geral de pequenas proporções e sem necessidade de reintervenção e, muito raramente, infecção no leito da biópsia.

Conclusões

A mamotomia é um excelente método diagnóstico das lesões de mama, realizada ambulatorialmente e sob anestesia local. Possui uma acurácia superior à biópsia convencional por fragmento (core biopsy ou trucut), principalmente na análise de pequenos grupos de microcalcificações e de lesões papilares.

Texto escrito por:

Dra. Beatriz Bohrer do Amaral

[email protected]
Instagram: @radimagem.com.br

Diretora e médica responsável pelo Setor de Diagnóstico por Imagem da Mulher da Clínica Radimagem.
Membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia.
Membro titular da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina

Dra. Chrystiane da Silva Marc

[email protected]

Ginecologista e Obstetra com título de especialista em ultrassonografia em GO pela Febrasgo e área de atuação em mamografia pelo CBR/AMB/SBM.
Médica contratada do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e da Clínica Radimagem.
Mestrado e Doutorado pela Pucrs.

Dra. Letícia Funchal Terres

[email protected]
Instagram: @leticiafterres

Médica especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo com certificado de área de atuação em mamografia pelo CBR/AMB/SBM
Mestre em Ciências Médicas pela FAMED-UFRGS
Médica da Clínica Radimagem e da Clínica Serdil Grupo Fleury
Membro do Colégio Brasileiro de Radiologia

Portal Câncer de Mama Brasil

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