Denosumabe

A utilização do denosumabe (D) no câncer de mama é bastante abrangente. Classicamente utilizado no tratamento da doença metastática óssea, desde 2018 também é aplicado na adjuvância de pacientes pós menopausadas que recebem inibidor de aromatase. Em ambos cenários, observamos que sua utilização diminui o numero de eventos ósseos.

Denosumabe

O Denosumabe, denominado Prolia ou Xgeva, é uma droga que reduz a reabsorção óssea, aumentando a saúde óssea. Isso é feito através de inibição de RANK, uma proteína responsável pela ativação de células (osteoclastos) que enfraquecem os ossos e aumentam os níveis de cálcio no sangue.

É indicada para o tratamento de osteoporose e elevações de cálcio no sangue. Já no câncer de mama, ela esta indicada nas pacientes com osteoporose induzida pela terapia hormonal, nas pacientes pós menopausadas em terapia adjuvante e naquelas com doença metastática óssea.

Os eventos adversos agudos são bastante incomuns, e caracterizam-se eminentemente por reações alérgicas. Já os subagudos mais significativos referem-se a hipofosfatemia e hipocalcemia, justificando dosagens seriadas de cálcio sérico. Diarréia, astenia e fadiga também são toxicidades esperadas. Em relação aos eventos tardios, atenção à osteonecrose de mandíbula. Embora menos incidente do que no uso de AZ, é uma toxicidade possível.

Reforçamos com esses dados a indicação do Denosumabe no tratamento do câncer de mama, seja em cenários iniciais ou avançados, lembrando que obtemos com sua utilização maior tempo livre de doença e de eventos ósseos, com perfil de toxicidade bastante tolerável.


Autor:

Dr. Elge Werneck Araujo Junior – CRM PR 35.939
Oncologista clínico – Instituto de Hematologia e Oncologia Curitiba, Grupo Oncoclinicas Unidade Curitiba, fundador do Grupo Feminna, membro titular SBOC e ASCO.

Compartilhar