Tratamentos complementares e alternativos do câncer de mama

Realizados em conjunto com o tratamento convencional, podem oferecer benefícios importantes para a paciente

As terapias alternativas ou complementares do câncer de mama causam grande interesse nas pacientes. Apesar da falta de evidência científica, podem existir benefícios, principalmente na motivação e aderência ao tratamento convencional. Porém, vale reforçar que o tratamento convencional não deve ser abandonado.

No último século, houve notáveis melhoras no tratamento do câncer de mama. Segundo relatos históricos, desde o Egito antigo, a doença sempre foi considerada incurável e mortal. O primeiro tratamento efetivo surgiu em 1894, com a mastectomia radical.

Desde então, surgiram novos tratamentos e estratégias que reduziram a mortalidade de forma drástica. Atualmente, o rastreamento mamográfico já é disseminado, detectando tumores cada vez menores. Paralelamente, novas medicações quimioterápicas, terapias-alvo e bloqueadores de hormônio conseguem taxas de cura superiores a 98% para tumores iniciais.

Além disso, a terapia convencional ficou menos agressiva, com diminuição importante dos efeitos colaterais. As cirurgias ficaram menores, existe melhor seleção de pacientes para a quimioterapia e as medicações causam menos toxicidade ao organismo.

Mesmo com todos estes avanços, o câncer de mama ainda é considerado por muitas pacientes como algo incurável e letal, com tratamentos pouco eficientes e altamente tóxicos. Esta desinformação causa desespero e leva a busca de outras formas de tratamento.

Existem duas formas de terapias consideradas não convencionais: a complementar e a alternativa.

O tratamento complementar do câncer de mama é feito em conjunto com o tratamento convencional. Já o tratamento alternativo do câncer de mama busca substituir o tratamento convencional.

Toda forma de tratamento que não foi validada por pesquisas científicas pode ser incluída neste grupo. As terapias mais conhecidas são a homeopatia, a ortomolecular, as dietas restritivas e algumas suplementações vitamínicas.

Também existem outras formas de terapia que não envolvem uso de alguma substância, tais como religião, energização, uso de cristais e muitas outras.

Geralmente, a comunidade médica é bastante resistente a todas estas formas de tratamento complementar ou científico. Porém, alguns benefícios são inegáveis.

Estudos científicos já demonstraram que pessoas religiosas tem maior aderência ao tratamento do câncer de mama, com maior apoio de familiares e amigos. Tais fatos levam a maiores taxas de cura da doença e melhor saúde física e mental durante o tratamento.

Obviamente, a religião não é a única forma de motivação. A fé em tratamentos complementares também pode causar este efeito benéfico. Neste contexto, o auxílio motivacional também pode ser positivo.

Mas, também é importante destacar o aspecto negativo das terapias alternativas. Algumas mulheres, seja por problemas psicológicos ou por desinformação, substituem o tratamento convencional por terapias alternativas. Os resultados são desastrosos e, muitas vezes, podem levar à morte.

As terapias alternativas nunca demonstraram eficácia em nenhuma avaliação séria. Apesar de provavelmente existirem pessoas com boa intenção ministrando estas terapias, a falta de regulação também permite o surgimento de inúmeros oportunistas que prejudicam as pacientes e lucram bastante.

Algumas destas terapias pseudocientíficas mais comuns são o uso de homeopatia, ortomolecular ou nutrologia no tratamento do câncer de mama. Vale reforçar que o uso destas terapias no tratamento exclusivo do câncer de mama é prejudicial e criminoso, devendo ser denunciado.

Um ponto que deve ser reforçado é o papel da nutrição. As dietas restritivas, veganas ou sem açúcar não curam o câncer.

Em resumo, as terapias não convencionais podem ser adotadas pelas mulheres com câncer de mama, mas desde que não atrapalhem o tratamento convencional.

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