Outras medicações preventivas do câncer de mama

Novas drogas, mais eficazes e com menos efeitos colaterais, colaboram para o avanço do tratamento

Uma das áreas que mais avançou no tratamento do câncer de mama foi o aparecimento de drogas novas, mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Como consequência, o leque de opções de tratamentos se ampliou bastante. Além da quimioterapia convencional, os médicos contam hoje com as alternativas de novas classes de drogas como os anticorpos monoclonais, por exemplo, Transtuzumab, Pertuzumab e o Lapatinib; os bisfosfonatos como o Ácido Zolendrônico, Clodronato e o Ibandronato; os inibidores de ciclinas (CDK4/6) como o Palbociclib e Ribociclib. Esses medicamentos são diferentes da quimioterapia convencional.

Imunoterapia

Dentre esses medicamentos destacam-se os anticorpos monoclonais que bloqueiam os fatores de crescimento tumoral denominados Her, especialmente os Her2. Cerca de 20-30% dos tumores de mama expressam essa proteína oque é comprovado pelo exame do painel imunoistoquímico). Esse exame é sempre realizado quando se diagnostica uma carcinoma mamário. Ele analisa a quantidade de proteínas produzidas no tumor por 4 gens importantes para o processo da doença. Seu resultado ajuda a classificar o tipo de tumor e a escolher o tratamento.

O Transtuzumab e, posteriormente, o Pertuzumab aumentaram em muito as taxas de resposta aos tratamentos medicamentosos, aumentando significativamente as taxas de cura. Só são indicados para os tumores que expressam o Her2 no painel imunoistoquímico (tumores Her2 positivos).

Geralmente são administrados em doses a cada 21 dias por 1 ano. Novos regimes de tratamento estão sendo estudados e essa duração de tratamento pode ser alterada em função de novos resultados de pesquisas.

Bisfosfonatos

Os bisfosfonatos são medicamentos que interferem no metabolismo de formação/reabsorção óssea favorecendo a formação e o aumento ou manutenção da massa óssea. São denominados inibidores da atividade osteoclástica. Esse tipo de medicamento demonstrou eficácia no tratamento das lesões ósseas decorrentes de metástases do câncer de mama, reduzindo o risco de fratura; e na correção da hipercalcemia. A ação desses medicamentos na paciente sem metástases ainda é controversa.

Inibidores de ciclinas

Os inibidores seletivos de ciclinas são medicamentos utilizados no tratamento do câncer de mama receptor de estrogênio positivo e Her 2 negativos. Nas células normais, há as enzimas (proteínas) chamadas de ciclinas, que estimulam o crescimento e divisão celulares e estão muito ativas no câncer de mama fazendo o tumor crescer. Esses medicamentos atuam inibindo a ação dessas ciclinas e impedindo a evolução da doença.

Autores:
Compartilhar