Reconstrução mamária com Retalho Miocutâneo

A reconstrução mamária com retalho miocutâneo é utilizada em casos de mulheres que precisaram fazer mastectomia por câncer de mama. A cirurgia pode ser feita concomitante à cirurgia principal (reconstrução imediata) ou tardiamente. As técnicas mais utilizadas são o TRAM (reconstrução com m. reto abdominal) ou retalho de músculo grande dorsal, sendo que esta última necessita de prótese de silicone. A escolha entre cada técnica depende da extensão da cirurgia, tipo de tratamento complementar e da estrutura corpórea de cada paciente.

RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA COM RETALHO MIOCUTÂNEO

ANTES E DEPOIS DA CIRURGIA.

RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA COM RETALHO MIOCUTÂNEO / TRAM / RECONSTRUÇÃO COM MÚSCULO GRANDE DORSAL

A reconstrução mamária com retalho miocutâneo (TRAM ou grande dorsal) é uma alternativa à reconstrução com implantes mamários (prótese de silicone ou expansor). A cirurgia é mais complexa, com mais riscos de complicações, mas pode ser necessária de acordo com a cirurgia realizada ou preferência da paciente.

O retalho abdominal (TRAM) associa a técnica de abdominoplastia com a reconstrução mamária. Nestes casos existe necessidade da paciente ter área doadora e ausência de grandes cicatrizes abdominais. Nesta técnica não há necessidade de implante mamário, pois o tecido abdominal consegue fazer o volume necessário.

Já o retalho de grande dorsal pode ser considerado menos complexo que o TRAM, mas requer a colocação de uma prótese para fazer o volume necessário. Esta técnica também pode ser utilizada para o fechamento de grandes feridas, sem necessidade de prótese.

O preparo para a cirurgia requer jejum de 8 horas e todo medicamento utilizado na semana anterior deve ser comunicado ao médico. Obviamente, recomenda-se evitar associar tabagismo e ingestão de bebidas alcóolicas no período peri-operatório.

A anestesia geral é a mais utilizada neste tipo de cirurgia, com uso de bloqueios locais para diminuir a dor após a cirurgia. Além disso, medicações analgésicas sempre são prescritas após a alta.

De modo geral, as pacientes submetidas a este procedimento ficam internadas cerca de 48 a 72 horas e permanecem com drenos cirúrgicos por cerca de 7 dias (ou até drenar menos de 50 ml em 24 horas).

Para maiores informações sobre o manejo dos drenos acesse:

A paciente deve permanecer em repouso por cerca de 30 dias. O repouso pós-cirúrgico é muito importante para evitar complicações, tais como seroma, hematoma ou deiscências. A paciente não necessita ficar com o braço imóvel após a cirurgia, mas recomenda-se evitar abrir o braço do lado operado em mais de 90° ou esforço excessivo (carregar peso, digitação excessiva, etc).

Outro cuidado pós-operatório importante é a limpeza dos curativos ou das cicatrizes. Alguns curativos devem ser trocados diariamente, mas normalmente os curativos mais duradouros são preferidos. A limpeza com água e sabonete geralmente é a melhor forma de evitar infeções de ferida cirúrgica.

Todas as alterações no período pós-operatório devem ser comunicadas ao médico e os retornos costumam ser semanais nos primeiros dias.

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