Carboplatina

A CARBOPLATINA é um quimioterápico classificado como análogo de platinas, com ação semelhante a dos agentes alquilantes (transferem um grupo alquila de uma molécula para outra); ela se liga ao DNA, interferindo com sua função e, dessa forma, causa a morte de células malignas. Como os demais quimioterápicos, a carboplatina pode causar efeitos adversos por sua ação também ocorrer nas células benignas, levando à ocorrência frequente de náuseas e vômitos, leucopenia e plaquetopenia, entre outros.

CARBOPLATINA

O que é a CARBOPLATINA?
A CARBOPLATINA é uma molécula que forma ligações covalentes com o DNA, interferindo com sua síntese por alterar sua estrutura; não é ciclo-específica, ou seja, age na célula maligna independente da fase do ciclo celular em que ela estiver. A carboplatina é um análogo de platinas mais estável que a cisplatina, com menos risco de toxicidade renal, neurológica e gastrointestinal.

Quais os nomes comerciais e formas de aplicação da CARBOPLATINA?
A CARBOPLATINA pode ser encontrada como Paraplatin (laboratório Bristol-M-Squibb), Tecnocarb (laboratório Zodiac), Biocarbo (laboratório Biosintética), B-Platin (laboratório Blausiegel), Oncoplatin (laboratório Bergamo), Platamine (laboratório Pfizer), Fauldcarbo (laboratório Libbs), Evocarb (laboratório Farmarin) e como medicamento genérico (assinalado com o G).
A medicação é vendida na forma injetável, nas seguintes concentrações:
Injetável (pó) 150 mg e 450 mg; injetável (solução) 50mg/5 mL, 150 mg/15mL e
450 mg/45mL.

Quais são as indicações da CARBOPLATINA?
A CARBOPLATINA é indicada em monoterapia ou em terapia combinada com outros quimioterápicos ou com agentes anti-HER2 para o tratamento do câncer de mama em diversos cenários: neoadjuvante, adjuvante e metastático. Também é bastante utilizada para o tratamento de outros tipos de câncer, como de ovário, de pulmão, de colo uterino e de cabeça e pescoço, entre outros.

Quais são os principais efeitos colaterais da CARBOPLATINA?
A CARBOPLATINA tem potencial emetogênico moderado a alto, sendo náuseas e vômitos queixas bastantes frequentes, ocorrendo em 60-80% dos casos. Anemia (70-90% dos casos), leucopenia (85%) e trombocitopenia (60%) são também bastante frequentes. Fraqueza, constipação ou diarréia são menos frequentes e alopecia acontece em menos de 3% dos casos. Perda de função renal pode ocorrer em cerca 1/3 dos casos. Reações anafiláticas são raras, mas podem ocorrer apenas alguns minutos após início da infusão de CARBOPLATINA. Geralmente, essas reações anafiláticas ocorrem após exposição prévia a platinas.

A CARBOPLATINA está contraindicada em casos de história de reação alérgica a agentes contendo platinas, casos de depressão grave da medula óssea e em casos de sangramento importante. Deve ser usada com cuidado em casos de diminuição de função renal.

CONCLUSÃO: a CARBOPLATINA é um quimioterápico com ação de agente alquilante, que mata células malignas através da inibição da síntese de DNA. Está indicada em vários cenários do câncer de mama, em monoterapia ou combinado a outros quimioterápicos ou bloqueadores do HER2. Cabe salientar que qualquer quimioterápico só deve ser utilizado após prescrição médica.


Autora:

Dra. Daniela Dornelles Rosa – CRM RS 23791
Oncologista do Hospital Moinhos de Vento-POA/RS, Especialização em câncer de mama na Bélgica; Pós-doutorado pela Capes na Inglaterra; Professora do Programa de Pós-Graduação em Patologia da UFCSPA; Presidente do Grupo Brasileiro de Estudos em Câncer de Mama (GBECAM).

Instagram: @danidornellesrosa
Facebook: Daniela Rosa

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