Fulvestranto

O FULVESTRANTO é um degradador seletivo do receptor de estrogênio (SERD), diminuindo a atividade desse receptor. Seu uso está recomendado para câncer de mama com receptores de estrogênio e/ou progesterona positivo, no cenário metastático. Aprovado para uso no Brasil desde 2016.

FULVESTRANTO

O que é o FULVESTRANTO ?

O FULVESTRANTO é uma molécula que age se ligando e inibindo os receptores de estrogênio. Apresenta afinidade 100 vezes maior que o TAMOXIFENO. Age tanto na mama quanto em células de outras partes do corpo que expressem tais receptores. Como não possui efeito agonista, não estimula os receptores hormonais presentes em outros órgãos tais como o útero.

Quais os nomes comerciais e formas de aplicação do FULVESTRANTO ?

O FULVESTRANTO é encontrado sob o nome comercial de Faslodex®. Está presente na formulação de ampolas de 250mg e é aplicado por via intramuscular. A sua dosagem é fixa de 500 mg a cada 28 dias, com dose adicional na metade do primeiro mês.

Quais as indicações do FULVESTRANTO ?

O FULVESTRANTO está indicado para o tratamento do câncer de mama que expresse receptores hormonais (estrogênio/progesterona) no cenário metastático. Pode ser usado isoladamente ou em associação com inibidores de aromatase ou com inibidores de ciclinas.

Quais são os principais efeitos colaterais do FULVESTRANTO?

O FULVESTRANTO pode ter efeitos colaterais relacionados ao local da aplicação e a sua ação sistêmica. O FULVESTRANTO pode causar dor, prurido e irritação no local da aplicação. Quanto a sua ação sistêmica, mais comumente ocasiona fogachos (ondas de calor). Pode causar também astenia, cefaleia, náusea, diarreia, desconforto abdominal, dor lombar e alterações das enzimas hepáticas. Não há contraindicações absolutas ao seu uso, exceto gravidez e amamentação.

Conclusão:

O FULVESTRANTO é uma medicação que atua inibindo o hormônio feminino nas células do corpo que expressem tais receptores. Seu uso está indicado no cenário do câncer de mama metastático. Apresenta boa tolerância com efeitos colaterais relacionados à aplicação intramuscular e inibição hormonal.


Autores:

  • Dr. Daniel Musse – Oncologista Clínico (RJ) – CRM – 5299473-1
  • Dr. José Bines – Oncologista Clínico (RJ) – CRM – 5251930-9
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