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Tenho outros tipos de carcinoma invasivo de mama, e agora?

Existem tipos raros de carcinoma invasivo de mama: carcinoma cribriforme invasivo, carcinoma com células em anel de sinete, carcinoma com achados neuroendócrinos, carcinoma mucoepidermoide, carcinoma polimorfo, carcinoma oncolítico, carcinoma rico em lipídeos, carcinoma de células claras, carcinoma sebáceo.

Estes tipos são bastante raros e pouco estudados. Em geral, considera-se que o tratamento e as chances de cura são iguais ao carcinoma invasivo de tipo não especial.

Como detectar estes outros tipos de carcinoma invasivo?

Estes tumores geralmente formam nódulos irregulares ou espiculados, porém pode se manifestar de outras formas, como microcalcificações irregulares (pleomórficas), assimetrias focais ou distorções arquiteturais.
A forma de detecção ideal é aquela feita antes de qualquer sintoma, através da mamografia de rotina. Em raras ocasiões, existe a necessidade de exames complementares para a detecção, tais como ultrassom ou ressonância de mamas.
O diagnóstico normalmente é obtido através de biópsias por agulha, exame pouco agressivo que confirma a presença do tumor e ajuda a planejar o tratamento.

Como tratar estes outros tipos de carcinoma invasivo?

A cirurgia deve seguir os preceitos daquela para o carcinoma invasivo de tipo não especial e consiste na retirada de todo o tumor, com margens livres. Nos casos com lesão pequena (ou com boa proporção entre o tumor e a mama) a cirurgia preferencial é a quadrantectomia (cirurgia conservadora da mama). Afinal, este tratamento tem a mesma eficiência da mastectomia, porém menor dano físico e psicológico.

A mastectomia deve ser reservada para lesões extensas ou múltiplas (tumor multicêntrico). Em algumas situações de tumor grande, pode ser feito uso de medicações para diminuir o câncer e permitir a cirurgia conservadora de mama. Nos casos que a mastectomia é obrigatória, muitas vezes é possível preservar a pele e a papila mamária (mamilo), facilitando a reconstrução da mama.

Além da cirurgia mamária é necessária a avaliação dos linfonodos (gânglios) da axila. Normalmente, apenas a biópsia do linfonodo sentinela (primeiro linfonodo a receber a drenagem da mama) é suficiente. Porém, alguns casos necessitam de retirada de todos os linfonodos da axila (linfadenectomia ou esvaziamento axilar).

A reconstrução mamária após a mastectomia pode ser realizada na maioria dos casos, sem prejuízo a cura. A maior parte das reconstruções é feita com expansores de tecido ou próteses de silicone. Algumas pacientes precisam de transposição de pele de outros locais do corpo, geralmente abdome ou região dorsal.

O conceito de tratamento complementar após a cirurgia (ou adjuvante) com quimioterapia, bloqueadores hormonais e radioterapia nem sempre é claro para as pacientes. Afinal, para que terapias tóxicas se todo o tumor foi retirado na cirurgia?

Na verdade, além do tumor que é visto na mama, podem existir outros focos microscópicos que podem permanecer mesmo após a cirurgia. Também existem células tumorais circulando no organismo. A radioterapia e o tratamento medicamentoso (quimioterapia, bloqueio hormonal e terapia anti-Her-2) ajudam a eliminar estes focos e melhoram o controle da doença e as chances de cura.

Resumidamente, pode ser dito que a radioterapia é feita após todos casos de quadrantectomia e alguns casos de mastectomia (tumores maiores ou mais agressivos). O bloqueio hormonal (ou hormonioterapia) é feito sempre que o tumor expressa receptores hormonais de estrógeno ou progesterona. A terapia anti-Her-2 também é feita sempre que existe a expressão desta proteína.

A maior dúvida é sobre o uso de quimioterapia. As indicações ficam restritas aos tumores de maior tamanho ou biologia desfavorável, em pacientes com boas condições clínicas. Além do tamanho do tumor e do número de linfonodos comprometidos, as informações do exame imunoistoquímico e da assinatura genética ajudam na decisão sobre a indicação de quimioterapia.

As pessoas com estes carcinomas invasivos detectados no início e com tratamento adequado tem chances de cura bastante elevadas e poucos efeitos colaterais do tratamento.

Portal Câncer de Mama Brasil

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