ALPELISIBE

O ALPELISIBE é um inibidor seletivo da isoforma alfa da proteína fosfatidilinositol-3-quinase (PI3K). Esta medicação é indicada para tratamento de câncer de mama metastático com receptores hormonais positivos e com a presença de mutação somática no gene PIK3CA.

ALPELISIBE

O que é o ALPELISIBE?
O ALPELISIBE é uma pequena molécula, que inibe seletivamente a isoforma alfa da proteína PI3K. Seu uso deve ser feito em combinação com o antiestrogênico fulvestranto.

Quais os nomes comerciais e formas de aplicação do ALPELISIBE?
O ALPELISIBE é encontrado sob o nome comercial de PIQRAY® (original).
A medicação é vendida na forma de comprimidos de 50mg, 150mg ou 200mg e são tomados pela boca (via oral).

Quais são as indicações do ALPELISIBE?
O ALPELISIBE é indicado para o tratamento de câncer de mama que expresse receptores hormonais (receptor de estrógeno e receptor de progesterona) metastático e com mutações no gene PIK3CA em combinação ao fulvestranto. É necessário a realização de teste molecular para a detecção de mutações nesse gene. Tais testes podem ser realizados em biópsias do tumor primário ou metastático ou através do sangue, através de detecção de DNA tumoral circulante.

Quais são os principais efeitos colaterais do ALPELISIBE?
Apresenta alguns efeitos colaterais que podem influenciar a qualidade de vida. As reações adversas mais comuns (todos os graus, incidência ≥ 20%) relacionadas à combinação de ALPELISIBE e fulvestranto são: hiperglicemia, diarréia, erupção cutânea, náuseas, fadiga e astenia, diminuição do apetite, estomatite, vômito e perda de peso.

CONCLUSÃO: O ALPELISIBE é um inibidor seletivo da isoforma alfa da proteína fosfatidilinositol-3-quinase (PI3K), bloqueando a via de PI3K-AKT. O ALPELISIBE é indicado para o tratamento de câncer de mama que expresse receptores hormonais (receptor de estrógeno e receptor de progesterona) metastático e com mutações no gene PIK3CA em combinação ao fulvestranto. Especial atenção deve ser dada aos casos de diarréia e hiperglicemia induzidos por essa medicação.


Autor:

Dr. ROMUALDO BARROSO DE SOUSA – CRM-DF: 25325 / RQE: 16468
Oncologista Clínico – Hospital Sírio Libanês (DF)

Instagram:
dr.romualdobarroso

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