Como diminuir os sintomas da menopausa após o câncer de mama?

Os sintomas climatéricos (decorrentes da baixa produção de estrogênio pelos ovários), principalmente as ondas de calor e a secura vaginal prejudicam bastante a qualidade de vida das mulheres após a menopausa. As
medicações mais eficazes são os hormônios femininos, porém as pacientes que já tiveram câncer de mama não podem usar estes compostos. Para estas mulheres existem terapias não hormonais, principalmente com uso de alguns antidepressivos, que podem minimizar os problemas.

A menopausa é definida pela última menstruação espontânea e está acompanhada pela queda abrupta dos níveis de hormônios femininos no corpo da mulher. Esta privação hormonal causa alterações no organismo, tais como ondas de calor, secura vaginal, perda de massa óssea, aumento de colesterol, depressão e algumas outras mudanças.

Para a maior parte dos problemas existem medicações específicas, como o uso de antidepressivos para as alterações de humor, estatinas para o colesterol, etc. No entanto, os problemas que causam mais queixas (ondas de calor e secura vaginal) são aqueles que não têm medicações específicas. Nestas situações, a
reposição hormonal apresenta alta eficácia (acima de 90%) em curto período de tempo.

A reposição hormonal apresenta aumento do risco de recorrência do câncer de mama e não deve ser utilizada em mulheres que já tiveram a doença e também é desaconselhada naquelas com risco elevado. Nestes casos, as alternativas mais eficazes para as ondas de calor são alguns medicamentos antidepressivos, que podem melhorar em até 60% os sintomas.

Outras medicações, tais como alguns anticonvulsivantes e anti-hipertensivos também apresentam resultado, porém com menor eficácia (35%-45%) e mais efeitos colaterais.

Já para a secura vaginal, a alternativa mais recomendada é o uso de “hidratantes” vaginais, compostos de celulose que são aplicados a cada 2-3 dias e melhoram significativamente os sintomas. Em situações especiais, nas quais os sintomas climatéricos são intensos e não existe melhora com as medicações não-hormonais, pode ser discutido o uso de terapias hormonais, com pequenas doses, curta duração e vias de administração não orais. Mas isso não é a regra e somente deve ser adotado em casos individualizados e após exaustiva avaliação dos riscos e benefícios.

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