Mamografia e Ultrassom são insuficientes em mulheres de alto risco para câncer de mama

Em pacientes consideradas de risco aumentado para o câncer de mama, a rotina usual de mamografia e eventualmente ultrassonografia mamária não são os métodos mais eficazes para o diagnóstico precoce da doença.

MAMOGRAFIA E ULTRASSOM SÃO INSUFICIENTES EM MULHERES DE ALTO RISCO PARA CÂNCER DE MAMA

Em palestra proferida no dia 10/12/2019 no Simpósio de San Antonio, a Diretora do Centro de Imagem da Mama do Hospital Memorial Sloan Kettering Cancer Center em Nova Iorque, Dra. Maxine Jochelson palestrou sobre métodos de imagem para o diagnóstico de lesão mamária em pacientes consideradas de alto risco para desenvolvimento de câncer de mama.

Resumidamente, o que foi colocado pela especialista foi o seguinte:

  • mamografia + ultrassonografia mamária são insuficientes no rastreamento (exames realizados em pacientes sem sintomas) de mulheres de risco aumentado.
  • a ressonância magnética mamária é o exame mais sensível neste contexto.
  • está sendo testada a possibilidade de encurtar o tempo da ressonância para facilitar sua utilização.
  • uma técnica que utiliza contraste com a mamografia (mamografia digital contrastada) pode ser uma alternativa à ressonância.
  • existe evidência que em pacientes de altíssimo risco (com mutação genética comprovada) pode ser necessário a realização de ressonância com intervalo semestral.

Ela chamou a atenção para a necessidade de individualização dos exames de rastreamento de acordo com o risco das pacientes, adicionando exames e aumentando sua frequência nas pacientes de risco elevado, e diminuindo nas pacientes de risco normal ou baixo.

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