Novidades para o Tratamento do Câncer de Mama HER2

Hoje, em San Antonio, tivemos a apresentação de alguns estudos relacionados ao tratamento do Câncer de Mama HER2 na doença avançada e inicial.

Novidades Cancer de Mama

Tucatinib
Droga usada em pacientes com câncer de mama HER2 metastático, previamente tratadas com várias terapias (trastuzumab, pertuzumab e T-DM1) incluindo mulheres com metástase cerebral. Os resultados foram muito positivos e mostrou impacto importante no uso do Tucatinib neste cenário, mesmo nos casos de doenças avançada cerebral. Sem dúvida, mais uma excelente notícia para mulheres com câncer avançado ou metastático !

Atualização estudo APHINITY
Estudo comparou pertuzumab associado ao trastuzumab no câncer de mama HER2 inicial. Os resultados iniciais, apresentados ha 2 anos, mostraram pequena vantagem da associação, especialmente quando há doença nos linfonodos. Hj foi apresentado uma analise com 74 meses de seguimento médio. Nesta apresentação, a vantagem do duplo bloqueio continua, especialmente em pacientes com doença nos linfonodos axilares. Por outro lado, não foi observado vantagem em mulheres sem doença linfonodal. Por este motivo, pacientes com câncer de mama muito inicial (tumor menor q 2cm e linfonodos negativos) devem fazer cirurgia de inicio com o intuito de minimizar o impacto do tratamento com quimioterapia. Ao mesmo tempo, doença inicial mais avançada (linfonodos com doença ou tumores grandes) deve iniciar tratamento com quimioterapia, deixando a cirurgia para sequência. Isto também pode ajudar a selecionar casos de alto risco para fazer mais tratamento (T-DM1, estudo apresentado em San Antonio 2018). Estas estratégias permitem maior individualização do tratamento, minimizando toxicidades quando possível, e aumentando a segurança com mais terapia quando necessário.

Estudo ATEMPT
Avaliou o uso do T-DM1 no câncer de mama HER2 inicial. Esta droga e importante no câncer de mama metastático e recentemente está sendo usada em mulheres que não apresentaram resposta completa em pacientes submetidas a quimioterapia antes da cirurgia. Neste estudo apresentado hoje, o T-DM1 foi avaliado no câncer inicial (tumores pequenos e linfonodos axilares negativos) demonstrando excelentes resultados. Talvez a grande vantagem seja diferentes efeitos colaterais quando comparamos ao uso de quimioterapia, especialmente a queda de cabelo, podendo ser um grande diferencial para o futuro.

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