Pembrolizumabe

O PEMBROLIZUMABE é uma medicação endovenosa da classe dos imunoterápicos (anti-PD1), cuja ação é estimular as células imunes (linfócitos T) e combater o tumor. Tem baixo índice de efeitos colaterais e pode ser usada isoladamente ou em combinação com quimioterapia. Atualmente possui aprovação para o tratamento de diversos tipos de tumores. Entretanto, ainda não está aprovado para o tratamento do câncer de mama.

PEMBROLIZUMABE

O que é o PEMBROLIZUMABE?
O PEMBROLIZUMABE é um anticorpo monoclonal, antineoplásico, que bloqueia a via do PD1, um receptor imunológico presente na superfície das células tumorais. Ao bloquear a ligação entre PD-1 e seus ligantes, o PEMBROLIZUMABE (anti-PD1) controla a ação do sistema imunológico do organismo, liberando os linfócitos T específicos para combater as células cancerígenas. Esse tipo de tratamento também é chamado de imunoterapia.

Qual o nome comercial e as formas de aplicação do PEMBROLIZUMABE?
O nome comercial original do PEMBROLIZUMABE é Keytruda®. O medicamento está disponível para o uso endovenoso, na apresentação de frasco-ampola com 100mg da droga. Não existem genéricos ou similares.

Quais são as indicações do PEMBROLIZUMABE?
Atualmente, o PEMBROLIZUMABE é indicado em bula brasileira para o tratamento de vários tipos de neoplasias, como melanoma, câncer de pulmão “não pequenas células”, carcinoma urotelial, câncer gástrico, linfoma de Hodgkin, carcinoma de células renais, câncer de cabeça e pescoço e câncer esofágico. Ainda não existe aprovação do PEMBROLIZUMABE para o tratamento do câncer de mama, mas existem muitos estudos em andamento.

Quais são os principais efeitos colaterais do PEMBROLIZUMABE?
Por ser uma imunoterapia, o PEMBROLIZUMABE apresenta efeitos colaterais desencadeados pela ativação do sistema imunológico. Os eventos adversos mais comuns são fadiga, alteração na glândula da tireoide (hipo ou hipertireoidismo), alergia ou coceira na pele. As reações adversas que podem ser mais graves, mas que são menos comuns, são hepatite medicamentosa, inflamação do pulmão (pneumonite), inflamação do pâncreas (pancreatite), diarreia (colite) ou alterações neurológicas (encefalite, meningite, miastenia graves). A maioria delas, incluindo as reações graves, são resolvidas após a descontinuação do PEMBROLIZUMABE e com uso de tratamentos especializados. O tratamento com PEMBROLIZUMABE pode ser reiniciado após reavaliação médica e melhora dos sintomas.

CONCLUSÃO:
O PEMBROLIZUMABE é uma medicação da classe dos imunoterápicos que ativam o sistema imune para combate o câncer. Hoje possui diversas aprovações no cenário do tratamento das neoplasias, mas ainda não está aprovado para o tratamento do câncer de mama. Apesar de ser uma medicação relativamente segura, podem existir efeitos colaterais graves e seu uso só deve ser feito após prescrição médica.


Autor:

Dr. Ormando Rodrigues Campos Júnior – CRM CE 5665
Oncologista Clínico e Diretor da Pronutrir Oncologia, Fortaleza – Ceará.

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