Vitamina D e Ômega 3 não diminuem incidência de câncer

Estudo americano revela que não há benefício na utilização diária de suplementação

Estudo americano realizado com mais de 25 mil participantes revelou que não há benefício na utilização diária de suplementação de Vitamina D e Ômega 3 para diminuição de incidência de câncer e de doenças cardiovasculares.
Foram publicados no dia 10 de novembro, na importante revista científica New England Journal of Medicine, dois artigos relacionados a uma grande pesquisa americana sobre Vitamina D e Ômega 3, denominado VITAL.
O estudo VITAL tinha como objetivo avaliar a utilização de suplementação diária de Vitamina D (dose de 2000 UI/dia) e Ômega 3 (1 g/dia) comparado à utilização de placebo (substância sem propriedades farmacológicas) em homens e mulheres americanos, com intenção de diminuir a incidência de doenças cardiovasculares e de câncer.
Mais de 25 mil pessoas fizeram parte do estudo. Homens acima de 50 anos e mulheres acima de 55 anos, com uma proporção substancial de negros (normalmente pouco avaliados nos estudos), o que tornou o estudo representativo em nível nacional.

O estudo foi randomizado (método de escolha aleatório dos comprimidos utilizados – quem escolhe se a pessoa utiliza o placebo ou os suplementos é o computador, e os pesquisadores não sabem quem está utilizando o que, até avaliar os resultados). Esta forma de seleção é considerada ideal pois minimiza a possibilidade de os resultados serem influenciados por escolha do pesquisador ou pela sorte. Infelizmente, a suplementação de Vitamina D e de Ômega 3 não diminuiu a incidência de câncer nem o aparecimento de doenças cardiovasculares no período estudado.

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