Inibidores de CDK

Os inibidores de quinase dependente de ciclinas são empregados no tratamento de câncer de mama metastático hormônio-sensível e que não apresentem uma expressão aumentada de HER2. São mais frequentemente empregados em associação com drogas hormonioterápicas, contribuindo para o controle da doença e aumento da expectativa de vida das pacientes.

Inibidores de CDK

Inibidores das quinases dependentes de ciclina (CDK) 4 e 6

Há três inibidores de CDK aprovados para uso no Brasil, Palbociclibe (nome comercial: Ibrance), Abemaciclibe (nome comercial: Vernezio) e Ribociclibe (nome comercial:Kisqali). Todos são comprimidos utilizados via oral e não foram comparados entre si diretamente em estudos clínicos.

Indicações.
São indicados para uso em mulheres na pré-menopausa e pós-menopausa juntamente com um inibidor de aromatase (bloqueador hormonal) em pacientes virgens de terapia hormonal. Em mulheres na pré-menopausa, deve ser associado a um supressor ovariano. Pode, também, ser utilizada em combinação com fulvestranto (outro bloqueador hormonal) como primeira opção ou quando houve avanço da doença apesar da terapia endócrina anterior.

Efeitos colaterais mais frequentes no curto e no longo prazo.
Seus principais efeitos colaterais são diarréia, náusea, fadiga, diminuição da contagem de glóbulos brancos e vermelhos (conhecidos como neutropenia e anemia, respectivamente) alem de baixa contagem de plaquetas. Cada inibidor de CDK possui seu perfil de efeitos adversos, o que pode influenciar a escolha do tratamento. Palbocilcib e ribociclib estão mais associados à neutropenia e são sempre empregados em associação a uma droga com atividade anti-hormonal enquanto o abemaciclibe apresenta maior risco de diarreia e pode ser usado tanto em combinação com hormonioterapia quanto isoladamente.

Inibidores de CDK são uma classe de medicamentos utilizados no combate ao câncer de mama metastático.
Interrompem o processo pelo qual as células se dividem e se multiplicam, sendo capazes de prolongar a sobrevida das pacientes. Estudos mostram que estas drogas contribuem para controlar a neoplasia e prolongar a vida das pacientes. Assim como ocorre em toda medicação, seu uso não é isento de efeitos colaterais, porém tendem a ter efeitos mais brandos em comparação a tratamentos prévios. Consequentemente, estas medicações devem ser administradas sob a orientação do médico oncologista.


Autores:

Dr Artur Katz – CRMSP 41625
Diretor do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês – São Paulo

Dra Marina Behar – CRMSP 202897
Médica residente de oncologia clínica do Hospital Sírio Libanês

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