Renata Leal Leone

Eu venci o Câncer de Mama

Renata Leal Leone

Olá, me chamo Renata e gostaria de começar dizendo para você que está lendo que tenha muita calma! Sim, eu sei que dias difíceis estão por vir, mas creia, você é forte e corajosa e irá passar por tudo. Tenha sempre muita fé e esperança! Acredite nisso!

Tenho 45 anos e no dia 17/05/19 fui diagnosticada com câncer de mama (estava com 43 anos na época), foi um choque enorme porque já havia passado por dois diagnósticos de câncer de mama com minha mãe e já sabia o que iria ter que enfrentar! Chorei demais, me desesperei, achei que fosse morrer, tive muito medo. Questionei: Por que comigo? O que fiz de errado? Até entender que nada disso iria mudar o diagnóstico! Entendi que precisaria ter coragem, força e fé para enfrentar os dias difíceis e desafiadores que viriam pela frente. Estava sempre rodeada pelas pessoas amadas da minha família, amigos e meus médicos que em todo tempo foram e continuam sendo excelentes em todos os momentos e em todos os quesitos.

Fiz a cirurgia para retirada do quadrante e esvaziamento parcial da axila, fiz radioterapia, fisioterapia para reabilitação do braço e sigo fazendo a hormonioterapia. Não fiz quimioterapia por indicação médica, o que não torna o tratamento menos doloroso. Foram dias muito pesados, mas em nenhum deles deixei de ter fé e esperança na cura.

Após 1 ano dessa loucura, vivo um dia de cada vez com toda intensidade e alegria que esse dia merece! Tenho uma família maravilhosa que me faz lutar para ser melhor, sempre!

Quero te dizer que o câncer não é uma sentença de morte, apenas algo que aconteceu e pode acontecer com qualquer pessoa. Não podemos jamais deixar de lutar e acreditar na cura! Não se deixem abater pela batalha e tirem lição de toda essa jornada! Quando se passa por algo assim, a vida ganha outra dimensão. Saímos pessoas muito melhores, mais felizes, com muita vontade de viver. Acredite, vai passar e tudo vai dar certo!

Seja forte e corajosa por você e por aqueles que te amam! Sou a prova viva de que somos bem maiores que a doença!

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