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O que é o carcinoma ductal in situ (CDIS) de mama?

O carcinoma ductal in situ é um tipo de lesão pré-cancerígena da mama. Apesar disso, existe a necessidade de cirurgia para a retirada, pois o carcinoma ductal in situ pode evoluir para câncer de mama. Geralmente o tratamento também inclui radioterapia e hormonioterapia. Com isso, a chance de cura é superior a 98%.

O carcinoma ductal in situ, ou CDIS, é formado por células cancerígenas dentro do ducto mamário. A lesão é considerada pré-cancerígena enquanto as células malignas estão dentro do ducto mamário e passa a ser considerada câncer quando acontece o rompimento deste ducto.

Na década de 80 foram feitas algumas pesquisas em mulheres com carcinoma ductal in situ que não receberam nenhum tratamento. Após 20 anos, cerca da metade desenvolveu câncer de mama.

Estudos mais recentes, com lesões menores e detectadas pela mamografia, mostraram que as mulheres com carcinoma ductal in situ têm quase o mesmo risco de morrer de câncer de mama do que mulheres que nunca tiveram a doença.

 

Como detectar o carcinoma ductal in situ de mama?
Normalmente o carcinoma ductal in situ não apresenta sintomas, sendo geralmente detectado pela mamografia ou, em raras vezes, pela ressonância magnética.

A imagem mais comum na mamografia são microcalcificações irregulares, amorfas ou pleomórficas. Todas estas lesões são caracterizadas como BIRADS™ 4. Já na ressonância magnética, o achado mais comum é o realce não nodular.

O diagnóstico é confirmado por exame anatomo-patológico de fragmentos da lesão obtidos por biópsia percutânea. O método de escolha para lesões menores e não palpáveis é a biópsia assistida à vácuo (mamotomia).

Como tratar o carcinoma ductal in situ de mama?
O primeiro passo após o diagnóstico é a cirurgia. A cirurgia do carcinoma ductal in situ deve retirar toda a doença com margens livres, ou seja, com uma quantidade de tecido saudável ao redor de toda a lesão.

Sempre que possível opta-se pela cirurgia conservadora da mama (quadrantectomia), porém em lesões extensas a mastectomia pode ser necessária.

Normalmente não há necessidade de retirada de linfonodos, mas algumas pacientes podem ter indicação de biópsia de linfonodo sentinela, principalmente aquelas com lesões extensas ou na forma de nódulo.

As pacientes que foram submetidas à cirurgia conservadora da mama devem fazer radioterapia posteriormente. Algumas pesquisas demonstraram que a radioterapia diminui pela metade o risco de novo episódio da doença (recidiva).

O controle das recidivas é particularmente importante, pois quase metade das vezes a doença já reaparece na forma de câncer (carcinoma invasor).

Algumas pesquisas tentam selecionar grupos de pacientes que podem evitar a radioterapia. No passado, tentou-se separar as pacientes pelas características clínicas, mas os resultados foram ruins. Atualmente, a alternativa mais promissora é a análise genética do tumor, que no futuro pode ajudar a avaliar a necessidade deste tratamento.

Outro tratamento preventivo é o bloqueio hormonal, conhecido por hormonioterapia. Cerca de 90% dos casos de carcinoma ductal in situ são dependentes de hormônios femininos (estrógeno e progesterona). Medicações que bloqueiam a ação destes hormônios diminuem em 30% a 50% a chance de recaída. Os medicamentos mais comuns são o tamoxifeno e os inibidores de aromatase (anastrozol, letrozol ou exemestano).

Apesar de algumas teorias sugerirem que alguns casos de carcinoma ductal in situ podem ser tratados apenas com bloqueio hormonal, ainda não existem pesquisas conclusivas sobre a segurança oncológica disto.

Sendo assim, recomenda-se o tratamento convencional. Afinal, as mulheres tratadas adequadamente têm excelente evolução, com chances de cura superiores a 98%.


Autores:

Portal Câncer de Mama Brasil

Portal Câncer de Mama Brasil

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