Terapia ANTI-HER2

A TERAPIA ANTI-HER2 é direcionada para cerca de 20% dos tumores de mama que apresentam aumento significante do número de receptores HER2 na superfície das células tumorais, conhecidos como HER2 positivo. Esses receptores servem como alvo terapêutico para diversos medicamentos.

Terapia-ANTI-HER-2

O que é a TERAPIA ANTI-HER2?
Denomina-se TERAPIA ANTI-HER2 todos os medicamentos que são direcionados para as pacientes com câncer de mama HER2 positivo. Esta característica pode ser identificada por teste de imunoistoquímica ou por hibridação in situ por fluorescência (FISH). Atualmente existem 3 formas para utilizar o HER2 como alvo terapêutico. Pode-se utilizar tratamentos endovenosos, como anticorpos monoclonais, também conhecidos como “vacinas” (trastuzumabe e pertuzumabe) e anticorpo conjugado (trastuzumabe entansina,T-DM1). Há também a possibilidade de tratamento oral através da utilização de um inibidor de tirosina quinase (lapatinibe) em combinação com quimioterapia.

Indicações:
Os tratamentos anti-HER2 são direcionados para o câncer de mama HER2 positivo, tanto no cenário de doença localizada ou metastática.

Efeitos colaterais mais frequentes no curto e no longo prazo:
De forma geral, as “vacinas” são muito eficazes e causam poucos efeitos colaterais. Há um risco muito pequeno de diminuição da função cardíaca, porém esta toxicidade costuma ser reversível com a suspensão do tratamento. O anticorpo conjugado também costuma ser bem tolerado e raramente causa problemas cardíacos, no entanto, pode provocar fadiga, náuseas, dores musculares e articulares, diminuição da contagem das plaquetas, dor de cabeça, constipação e problemas hepáticos. A TERAPIA ANTI-HER2 oral podem causar diarreia, erupção cutânea, náuseas, vômitos e fadiga.

Conclusão:
No passado, câncer de mama HER2 positivo era considerado muito agressivo e de difícil tratamento. No entanto, as TERAPIAS ANTI-HER2 revolucionaram o tratamento deste tipo de tumor. Após o advento das TERAPIAS ANTI-HER2, pode-se esperar altas taxas de resposta e controle da doença com a escolha do tratamento adequado. Além disso, novos medicamentos muito eficazes estão em fase avançada de desenvolvimento e, em breve, estarão disponíveis para uso na prática clínica.


Autor:

  • Dr. Rodrigo Santa Cruz Guindalini – CRM-BA 24186
    Oncologista clínico e oncogeneticista da Oncologia D’or
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