Nova medicação traz esperança no tratamento de metástase cerebral do câncer de mama

Medicamento Tucatinib demonstrou eficácia em pacientes com câncer de mama metastático do tipo HER2 positivo, com resposta até em metástase cerebral.

Tratamento de metástase cerebral do câncer de mama

No dia 11 de dezembro, no Simpósio de San Antonio, foi apresentado o estudo HER2CLIMB. O objetivo do estudo foi avaliar a combinação de uma nova medicação denominada Tucatinib (classe de droga denominada Inibidor de Tirosina quinase -TKI em inglês) com outras duas medicações: trastuzumabe (anticorpo monoclonal anti-HER2) e capecitabina (quimioterapia) versus o mesmo esquema (trastuzumabe + capecitabina) com placebo (medicação sem eficácia) em mulheres com metástase à distância, com tumores do tipo HER2 positivos, que já tivessem “falhado” (tumor cresceu) a outras terapias anti-HER2.

Cerca de metade das 612 pacientes do estudo apresentavam metástases cerebrais. O tumor do tipo HER2 positivo tem como uma de suas características um percentual mais elevado de metástases cerebrais do que os outros tipos tumorais. Infelizmente, até o presente momento, as drogas utilizadas para tratar estes tumores não conseguiam alcançar o alvo, devido à uma “barreira natural” denominada barreira hematoencefálica, que existe para protejer nosso sistema nervoso central de substâncias potencialmente nocivas presentes no sangue. As drogas anti-HER2, usualmente muito efetivas, não conseguem transpor esta barreira.

O estudo demonstrou que a adição de Tucatinib aumentou o tempo livre de progressão da doença, assim como a sobrevida global das pacientes, mesmo naquelas com metástases cerebrais.

Provavelmente será o novo padrão de tratamento em pacientes metastáticas (com metástase cerebral ou não) que falharam aos outros tipos de terapia anti-HER2 (trastuzumabe, pertuzumabe e T-DM1).

Uma grande notícia para a comunidade científica e, principalmente, para as pacientes em geral.

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